RESILIÊNCIA – POR QUE ALGUMAS PESSOAS TEM E OUTRAS NÃO?

O mundo contemporâneo tem imposto ao ser humano uma necessidade constante de se adaptar às diversas situações no cotidiano, à concorrência, à exigência de se ter várias competências e habilidades, e assim descobrir suas próprias potencialidades. Essa capacidade de adaptação é denominada de resiliência. E os resilientes são aqueles que são capazes de vencer as dificuldades, os obstáculos, por mais fortes e traumáticos que elas sejam.

A definição de resiliência vem sendo utilizada há muito tempo pela Física e Engenharia, sendo um de seus precursores o cientista inglês Thomas Young, que, em 1807, considerando tensão e compressão, introduz pela primeira vez a noção de módulo de elasticidade.

Young descrevia experimentos sobre tensão e compressão de barras, buscando a relação entre a força que era aplicada num corpo e a deformação que esta força produzia. Esse cientista foi também o pioneiro na análise dos estresses trazidos pelo impacto, tendo elaborado um método para o cálculo dessas forças.

Silva Jr. (2000) denomina como resiliência de um material, correspondente a determinada solicitação, a energia de deformação máxima que ele é capaz de armazenar sem sofrer deformações permanentes, ou seja, volta a forma anterior a pressão e tensão sofrida.

Durante muito tempo a ciência tem buscado compreender o fato de que certas pessoas têm a capacidade de superar as piores situações, enquanto outras ficam presas nas malhas da infelicidade e da angústia que se abateram sobre elas como numa rede engodada.

Mas foi o cotidiano das pessoas que passam por traumas, que realmente atravessam dificuldades de todos os tipos, o que realmente atraiu a curiosidade de cientistas do mundo inteiro interessados em compreender o que se passava com estas pessoas. Não são personagens de ficção que se erguem após a grande queda; são homens, mulheres, crianças, velhos, o indivíduo comum do mundo que retoma sua vida, seja a mãe após a morte de um filho, ou a perda de uma parte de seu corpo, a perda do emprego, doenças graves, em si mesmo ou em alguém da família, essas são razões suficientes para levar um individuo ao caos. Esses que são capazes de continuar uma vida de qualidade, sem autopunições, sem resignação destruidora, que renascem dos escombros, esses são seres resilientes. .

Pessoas com esse tipo de resistência são como a fênix, que obteve a capacidade de ressurgir das cinzas.

A fênix é uma ave que segundo a mitologia grega ela morre e renasce a partir de suas cinzas, uma analogia às pessoas que voltam a serem felizes depois de um trauma ou perda significativa. Essas pessoas são frequentemente comparadas às águias que quando velhas, se depenam, cortam seu bico até que nasçam outros e ela possa viver mais cinquenta anos, porém passam antes por certa provação. Essa resiliência encontrada em determinadas pessoas também é encontrada em animais e isso foi o que chamou a atenção dos estudiosos .

O certo é que a ciência ainda não sabe dizer porque algumas pessoas tem tanta resiliência e outras não. Sabe-se que o primeiro grupo, são de pessoas que tem também mais qualidade de vida, e atraem menos doenças para elas. Esta relação já se tem ciência. Agora é descobrir se a resiliência pode ser treinada e como poderemos fazer isso com pessoas comuns.

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